Tem algo acontecendo — e não é de hoje (estamos aqui há 11 anos pra confirmar). Mas agora ficou impossível ignorar. Shakira confirmada em Copacabana não é só mais um megashow. É um marco cultural. É a prova de que o “latino core” deixou de ser tendência para virar estado permanente da cultura pop brasileira.

Durante anos, o mercado tratou a música em espanhol como “segmento”. Como se fosse nicho. Como se fosse importado demais para ser central.

Só que o Brasil já estava cantando em espanhol fazia tempo. O fã de RBD que o diga, não é mesmo. Agora, o fenômeno é mais intenso:

Bad Bunny lotando arenas.
Karol G dominando charts.
Rauw Alejandro viralizando no TikTok.
Peso Pluma quebrando barreiras.

E agora Shakira em plena orla mais icônica do país. Shakira, a artista latina mais brasileira do mundo. Que deu aqui seus primeiros passos. Que aprendeu o português porque nos considera casa.

Copacabana é símbolo. É palco de consagração.
Não é espaço de teste.

Quando um artista latino ocupa esse lugar, ele não está “tentando” o Brasil. Ele já faz parte dele.

O latino core não é só música.
É estética, é moda, é dança, é identidade.
É o espanhol entrando naturalmente no vocabulário da geração Z brasileira.
É o reggaeton virando trilha de academia, casamento, Carnaval e feed patrocinado.

E mais importante: é mercado.

O Brasil finalmente entendeu que América Latina não é “lá fora”. É espelho. E Shakira em Copacabana sela algo maior: o protagonismo latino não precisa mais pedir licença.

Ele simplesmente ocupa o palco.

E a gente canta junto.

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